Resposta rápida: Para controlar o estoque de filamento, pese cada rolo e desconte o peso do carretel vazio (a tara) para saber quanto material sobrou. Depois, tire do total os gramas de cada impressão, defina um estoque mínimo para cada cor e compre pelo que você gasta no mês. Uma balança de cozinha e uma planilha simples já resolvem.
Fazer o controle de estoque de filamento é saber, a qualquer momento, quanto material você tem para imprimir. Parece bobo, mas é o tipo de coisa que resolve muita dor de cabeça. Quem tem impressora 3D e vende peça já passou por isso: aceitou uma encomenda, começou a imprimir de noite e o rolo acabou no meio da peça. Aí a peça foi pro lixo, o tempo foi embora e o cliente ficou esperando.
Neste post eu vou te mostrar, passo a passo, como não deixar isso acontecer. Vamos falar de peso, de rolo cheio e vazio, de alerta de estoque baixo e de como separar suas cores e tipos de material. No fim, você vai ter uma planilha de exemplo e um passo a passo de 5 etapas para usar toda semana. Tudo com número de verdade, do jeito que acontece na sua bancada.
Por que o controle de estoque de filamento importa
Filamento é dinheiro parado na estante. Cada rolo de PLA custa entre R$ 80 e R$ 120. Se você tem 15 rolos guardados, a uns R$ 100 cada, são R$ 1.500 ali, esperando virar peça vendida.
Quando você não controla nada, dois problemas aparecem o tempo todo:
- Faltar material na hora errada. Você aceita o pedido, mas não tem a cor certa. Ou tem meio rolo e a peça precisa de um rolo inteiro.
- Comprar demais. Na dúvida, você compra três rolos de preto “porque sempre usa”. Aí o dinheiro fica preso e a cor que faltava mesmo era o vermelho.
O bom controle de estoque de filamento evita os dois. Você sabe o que tem, sabe o que está acabando e compra na hora certa, sem susto.
Tem ainda um terceiro problema, que aparece menos: o preço da peça. Se você não sabe quantos gramas cada impressão tirou do rolo, também não sabe quanto ela custou. O estoque e o preço usam o mesmo número. A conta do custo está explicada em como calcular o custo do filamento em cada impressão.
Como saber quanto sobrou num rolo (pelo peso)
Essa é a parte que mais confunde o iniciante. Você olha o rolo, ele parece cheio, mas não faz ideia se tem material para a próxima peça. A forma mais simples de resolver isso é pela balança.

Todo filamento tem um peso. Um rolo novo de PLA quase sempre vem com 1 kg de material (1000 gramas). Mas o rolo em si, aquele carretel de plástico ou papelão, também pesa. Esse peso a gente chama de tara, que é só um nome para “o peso da embalagem vazia”. É o mesmo termo usado nas balanças do comércio, como explica o verbete tara, na Wikipédia.
A conta é assim:
Material que sobrou = peso do rolo agora − peso do rolo vazio
Um exemplo com número de verdade
Digamos que você tenha uma balança de cozinha (aquela de R$ 40 serve bem). Você pesa o rolo hoje e ele marca 430 gramas. O carretel vazio dessa marca pesa 230 gramas. Então:
430 − 230 = 200 gramas de filamento sobrando.
Agora fica fácil decidir. Se a peça que você vai imprimir gasta 60 gramas, dá para fazer três. Se gasta 250 gramas, não dá. Melhor pegar outro rolo.
De onde vem o peso da peça
O peso de cada peça aparece no seu programa de fatiar (o “slicer”, tipo Cura, PrusaSlicer ou Orca). Quando você fatia o modelo, ele mostra algo como “usa 48 g de filamento”. Anote esse número. Ele é o que te diz quanto o rolo vai perder a cada impressão.
Alguns fatiadores mostram o consumo em metros. Para ter uma ideia, 1 metro de PLA de 1,75 mm pesa cerca de 3 gramas, e um rolo de 1 kg tem perto de 330 metros. Mesmo assim, prefira anotar em gramas, que é a medida da balança.
Lembre que o fatiador não conta tudo. A purga na troca de cor, a linha de limpeza do começo e as impressões que falharam também tiram material do rolo. O post sobre quanto gasta de filamento por peça mostra como chegar num número mais perto do real.
Como pesar o rolo vazio e o rolo cheio
Para a conta do peso funcionar, você precisa de dois números de cada marca: o peso do rolo cheio e o peso do rolo vazio.
O jeito certo de descobrir o rolo vazio é simples: guarde um carretel que já acabou e pese ele limpo, sem sobra de material. Cada marca tem um peso diferente de carretel. Veja alguns exemplos comuns:
| Tipo de carretel | Peso vazio (tara) |
|---|---|
| Carretel de plástico grande | 230 g |
| Carretel de papelão | 140 g |
| Carretel de plástico fino | 190 g |
Repare que a diferença entre eles chega a 90 gramas. Se você usar o número errado, sua conta de sobra fica errada também. Por isso vale a pena anotar a tara de cada marca que você compra.
Uma dica prática: escreva a tara com caneta no próprio carretel assim que ele chega. Aí, quando quiser saber a sobra, é só pesar e subtrair.
E se você ainda não tem um carretel vazio?
Pese o rolo novo, ainda lacrado, e tire o peso do material que vem na etiqueta. Se um rolo de 1 kg marca 1.230 gramas na balança, a tara é de 230 gramas.
Esse método é rápido, mas tem uma pequena margem de erro, porque o fabricante pode colocar alguns gramas a mais ou a menos de filamento. Quando aquele rolo acabar, pese o carretel vazio e corrija o número anotado.
Alerta de estoque baixo: como não ser pego de surpresa
Saber a sobra de um rolo é bom. Mas o que salva mesmo é ter um aviso antes de acabar. Você define um valor mínimo e, quando o estoque chega ali, você já sabe que precisa repor.

Por exemplo, você pode decidir assim:
- Preto: nunca deixar cair abaixo de 500 g no total. É a cor que mais sai.
- Branco: mínimo de 300 g.
- Cores especiais (dourado, transparente): mínimo de 100 g, porque saem pouco.
Quando você soma tudo que tem de preto e vê que sobrou só 450 g, o alerta dispara na sua cabeça: hora de comprar mais preto. Assim você nunca fica sem a cor mais vendida.
Numa planilha simples, dá para deixar uma coluna que fica vermelha quando o valor cai abaixo do mínimo. No Google Planilhas, esse recurso se chama formatação condicional: você cria a regra uma vez e a célula muda de cor sozinha. É trabalhoso de montar, mas funciona.
Como calcular o estoque mínimo de cada cor
O mínimo não precisa ser chute. Ele é a quantidade que você gasta enquanto espera o filamento novo chegar, mais uma folga para não ficar no zero. Essa folga tem nome: estoque de segurança, a reserva que protege contra atraso do fornecedor e contra uma venda acima do esperado.
Estoque mínimo = gasto por dia × dias que a compra leva para chegar + a maior peça que você imprime naquela cor
Veja com o preto. Você gasta 1.200 gramas por mês, ou 40 gramas por dia. A loja leva 7 dias para entregar, e nesse tempo você gasta 280 gramas. Some a maior peça que você faz em preto, de 220 gramas, e chega a 500 gramas, o mínimo da lista acima.
Com o branco, que sai 600 gramas por mês (20 gramas por dia), os 7 dias de espera dão 140 gramas. Com mais 160 gramas da maior peça branca, o mínimo fica em 300 gramas.
Como organizar o filamento por cor e por tipo
Não adianta saber o peso se você não acha o rolo. Organização de estoque também é parte do controle de estoque de filamento.
O primeiro passo é separar por tipo de material, porque cada um imprime de um jeito e serve para uma coisa:
- PLA: o mais comum e fácil de imprimir. Bom para enfeites, brindes e peças que não pegam sol nem calor.
- PETG: mais resistente e aguenta mais calor que o PLA. Bom para peças que vão ser usadas na mão ou ficam do lado de fora.
- Resina: é líquida, usada em impressora de resina (aquela que faz peça com muito detalhe, tipo miniatura). Não vem em rolo, vem em frasco, e o controle é por mililitro ou grama do frasco.
Uma forma simples de guardar
Separe uma caixa ou prateleira para cada tipo. Dentro de cada uma, agrupe por cor. Coloque uma etiqueta em cada rolo com três coisas: tipo, cor e a sobra estimada. Fica algo assim:
PETG · Vermelho · ~350 g
Toda vez que você usar aquele rolo, atualize o número da etiqueta. Dá trabalho? Dá. Mas é o que te faz olhar a prateleira e saber na hora o que tem.
Proteja os rolos da umidade
O PLA e o PETG puxam umidade do ar. Rolo úmido imprime com bolhas, fiapos e peças mais fracas, e parte desse material vira perda. Guarde os rolos abertos numa caixa com tampa e sachês de sílica, e deixe os novos lacrados até a hora de usar. Se um rolo já pegou umidade, veja como secar filamento úmido antes de dar o material como perdido.
Use primeiro o rolo mais antigo
Quando chegar filamento novo, coloque os rolos novos atrás dos que você já tinha. Assim o mais antigo sai primeiro e nenhum rolo fica esquecido no fundo da caixa por meses. Anotar a data de compra na etiqueta ajuda nessa ordem.
Em encomendas grandes de uma cor só, prefira usar rolos da mesma marca e, se der, do mesmo lote. A mesma cor pode mudar um pouco de tom entre marcas e lotes, e a diferença aparece quando as peças ficam lado a lado.
Como evitar comprar demais ou de menos
Comprar filamento tem um equilíbrio. Comprar demais prende dinheiro e o material ainda pode ressecar com o tempo (o PLA e o PETG puxam umidade do ar e ficam ruins de imprimir). Comprar de menos te deixa na mão no meio de uma encomenda.
A regra que funciona é olhar quanto você gasta por mês de cada cor. Vamos a um exemplo:
| Cor | Gasto por mês | Estoque hoje | Decisão |
|---|---|---|---|
| Preto | 1200 g | 450 g | Comprar 2 rolos |
| Branco | 600 g | 800 g | Não comprar agora |
| Azul | 200 g | 150 g | Comprar 1 rolo |
Com essa tabela na mão, a compra vira decisão fria, não chute. Você compra o preto porque gasta muito e está acabando. Não compra branco porque tem folga. E repõe o azul só um rolo, que é o bastante para o mês.
Quanto tempo dura um rolo, na prática?
Depende do que você faz, mas serve de referência: se suas peças gastam em média 50 g cada, um rolo de 1 kg rende cerca de 20 peças. Se você vende 40 peças por mês nessa cor, precisa de 2 rolos por mês. Simples assim.
Vale a pena comprar em quantidade?
Comprar cinco ou dez rolos de uma vez costuma baixar o preço por rolo e diluir o frete. Só que isso compensa nas cores que saem rápido. Cinco rolos de preto, gastando 1.200 gramas por mês, duram uns quatro meses. Dez rolos de dourado, que sai 100 gramas por mês, ficariam anos na prateleira.
Antes de aproveitar uma promoção, pense no dinheiro que vai ficar parado. Um desconto de 10% em rolos que vão levar seis meses para sair pode fazer falta se, no meio do caminho, você precisar de dinheiro para outra cor ou para uma peça da impressora.
Como dar baixa no estoque a cada impressão
Dar baixa é tirar do estoque o que você usou. Toda vez que uma impressão termina, desconte do rolo os gramas que o fatiador mostrou. Assim o número da etiqueta, ou da planilha, acompanha o rolo de verdade, sem você precisar pesar a toda hora.
Veja um exemplo. Um rolo de PLA branco tem 620 gramas. Você imprime 3 vasos de 80 gramas cada: são 240 gramas, e sobram 380 gramas. Depois, uma impressão falha no meio e gasta 35 gramas antes de você parar a máquina. Essa perda também sai do rolo, que fica com 345 gramas.
Uma vez por semana, confira na balança. Se a conta diz 345 gramas e a balança mostra 330 gramas, a diferença de 15 gramas é material que saiu sem anotação: purga, linha de limpeza, um teste de calibração. Corrija o número e siga em frente.
Se essa diferença for grande toda semana, comece a anotar as perdas na hora. Elas mostram quanto você desperdiça, e as dicas de como economizar filamento ajudam a baixar esse número sem perder qualidade.
Como montar uma planilha de estoque de filamento
Se você prefere começar pela planilha, monte uma linha por rolo. Dê um código para cada um (R01, R02…) e escreva o mesmo código na etiqueta do carretel. As colunas que fazem diferença são estas:
| Código | Tipo e cor | Tara | Peso agora | Sobra |
|---|---|---|---|---|
| R01 | PLA preto | 230 g | 680 g | 450 g |
| R02 | PLA branco | 140 g | 940 g | 800 g |
| R03 | PETG vermelho | 190 g | 540 g | 350 g |
| R04 | PLA azul | 230 g | 380 g | 150 g |
A coluna da sobra é uma fórmula simples: peso agora menos a tara. Numa segunda aba, some a sobra de cada cor e compare com o mínimo. Se o total da cor está na coluna B e o mínimo na coluna C, a fórmula =SE(B2<C2;”Comprar”;”OK”) escreve “Comprar” sempre que o total fica abaixo do mínimo.
Vale ter também uma coluna com o valor parado: a sobra vezes o preço do grama. Os 450 gramas de PLA preto, a R$ 0,10 o grama, são R$ 45 em material. Somando todas as linhas, você sabe quanto dinheiro tem na prateleira.
O ponto fraco da planilha é depender da sua memória. Se você esquece de dar baixa em uma impressão, o número fica errado até a próxima pesagem. Por isso a conferência semanal na balança é parte do processo, e não um extra.
E a resina, como controla?
Quem tem impressora de resina faz o mesmo controle, só que com frascos. O fatiador de resina mostra o volume de cada peça em mililitros. Desconte esse volume do frasco a cada impressão e anote a sobra na etiqueta, como no rolo.
Para conferir, pese o frasco e tire o peso da embalagem vazia. A resina pesa um pouco mais que a água, então cada mililitro passa um pouco de 1 grama. Para converter, use a densidade (quantos gramas pesa cada mililitro) que o fabricante informa na embalagem ou na ficha do produto.
Parte da resina fica grudada nas peças, na plataforma e no álcool da lavagem, e não volta para o frasco. Por isso a sobra real costuma ser um pouco menor que a conta. A conta completa está em como calcular o custo da resina por peça.
Antes de aceitar uma encomenda, confira o filamento
Antes de dizer sim para um pedido, faça uma conta rápida: gramas por peça vezes a quantidade, mais uma folga para uma falha. Depois compare com a sobra daquela cor.
Um cliente pede 12 chaveiros vermelhos de 15 gramas. São 180 gramas. Com 10% de folga, 198 gramas, quase 200. Se a sobra de vermelho é de 350 gramas, dá para aceitar. Se é de 150 gramas, compre antes de confirmar o prazo.
Essa conta também evita trocar de rolo no meio da impressão. Um rolo novo pode ter um tom um pouco diferente, e a emenda fica visível na peça.
Passo a passo para controlar o estoque de filamento
Juntando tudo o que vimos, o controle cabe em 5 passos. O primeiro você faz uma vez só. Os outros viram rotina:

- Etiquete cada rolo. Código, tipo, cor, data de compra e tara, no carretel ou numa etiqueta.
- Pese tudo uma vez. Desconte a tara e anote a sobra de cada rolo. Esse é o seu ponto de partida.
- Dê baixa a cada impressão. Desconte os gramas do fatiador, inclusive das impressões que falharam.
- Defina o mínimo de cada cor. O gasto durante a espera da entrega mais a maior peça daquela cor.
- Confira toda semana. Pese os rolos abertos, corrija os números e compre o que ficou abaixo do mínimo.
Feito toda semana, o controle leva poucos minutos. E esses minutos evitam a cena do começo do post: o rolo acabando de madrugada, no meio da peça de um cliente.
Erros comuns no controle de estoque de filamento
- Usar a mesma tara para todas as marcas. A diferença entre carretéis chega a 90 gramas, o bastante para uma peça média.
- Esquecer de descontar as falhas. A impressão que deu errado também gastou filamento.
- Contar rolo aberto como rolo cheio. Na hora de aceitar uma encomenda, considere só o que sobrou de verdade.
- Comprar muito de uma cor da moda. Compre pelo que você gastou nos últimos meses, não pela empolgação.
- Deixar rolo aberto fora da caixa. A umidade estraga o material e vira perda.
- Atualizar só de vez em quando. Um controle que fica semanas sem atualização volta a ser chute.
Controle na mão ou com um sistema?
Dá para fazer todo esse controle de estoque de filamento na mão, numa planilha: uma linha por rolo, colunas para tipo, cor, tara, peso atual e sobra, e uma fórmula que avisa quando bate o mínimo. Funciona bem e é de graça. O trabalho é lembrar de atualizar o peso toda vez e montar os alertas.
O Meu Sócio 3D faz esse controle sozinho: você cadastra os rolos, ele desconta o filamento de cada peça impressa e te avisa quando uma cor está acabando, sem você precisar refazer conta. A página do controle de estoque de filamento mostra como funciona, e dá para testar por 7 dias grátis, sem cadastrar cartão.
Perguntas frequentes sobre estoque de filamento
Preciso de balança de precisão?
Não. Uma balança de cozinha comum, que mede de grama em grama até 5 kg, já resolve. O importante é usar sempre a mesma, para os números baterem de uma pesagem para outra. Para conferir se ela está certa, pese algo de peso conhecido, como um pacote fechado de 1 kg.
E se eu tiver vários rolos da mesma cor?
Some a sobra de todos para saber o total daquela cor. É esse total que você compara com o mínimo do seu alerta. Na hora de imprimir, comece pelo rolo mais vazio ou mais antigo, para não ficar com vários rolos pela metade espalhados pela prateleira.
Dá pra controlar só de cabeça?
No começo, com 3 ou 4 rolos, até dá. Mas quando você passa de 10 rolos e várias cores, a cabeça não guarda tudo, e o erro costuma aparecer justo na encomenda grande. A partir daí, anote em algum lugar: na etiqueta do rolo, num caderno, numa planilha ou num sistema.
Filamento tem prazo de validade?
Na prática, o maior inimigo do filamento é a umidade, mais do que o tempo. Lacrado e guardado em lugar seco, ele se conserva bem. Aberto e exposto ao ar, absorve umidade e começa a imprimir mal. Por isso vale guardar os rolos abertos em caixa fechada e usar primeiro os mais antigos.
Como controlar o estoque com mais de uma impressora?
O estoque continua sendo um só, mesmo com várias máquinas. Dê um código para cada rolo e anote em qual impressora ele está instalado. Assim você sabe onde está cada cor, dá baixa no rolo certo e não compra um rolo que já estava montado em outra máquina.



