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Planilha ou sistema: como controlar sua produção 3D

Planilha é grátis e flexível, mas cobra o seu tempo. Veja quando a planilha atrapalha e como migrar para um sistema sem perder dados.

Planilha ou sistema: como controlar sua produção 3D
Neste artigo

Resposta rápida: Planilha ou sistema? Com poucos pedidos por mês, a planilha resolve: é grátis, flexível e você já sabe usar. Quando o movimento cresce, aparecem o erro de digitação, o estoque que não bate e as horas gastas atualizando abas. A partir de uns 20 ou 30 pedidos por mês, ou com mais de uma impressora, vale comparar o tempo que um sistema devolve com o que ele custa.

Escolher entre planilha ou sistema para controlar a produção de impressão 3D é uma dúvida que aparece cedo para quem vende peça. No começo, a planilha resolve quase tudo: é de graça, você monta do seu jeito e já sabe mexer. Mas chega um ponto em que ela começa a atrapalhar mais do que ajuda. Este post é uma comparação honesta, sem enrolação, para você decidir o que faz sentido no seu momento.

Vou falar do que a planilha faz bem, de quando ela começa a travar, do que um sistema faz que ela não faz, de quando vale a pena trocar e de como migrar sem perder seus dados. Sem torcer para um lado, com número real.

As vantagens da planilha para impressão 3D

Vamos começar pelo que é bom, porque a planilha tem muita qualidade. Não é à toa que quase todo maker começa por ela.

  • É de graça. Google Planilhas e LibreOffice Calc não custam nada. O Excel muita gente já tem.
  • É flexível. Você monta as colunas que quiser, do jeito que a sua cabeça funciona. Quer uma coluna de “cliente chato”? Pode.
  • Você já sabe usar. Ou aprende rápido. Digitar numa célula e somar não tem mistério.
  • Funciona sem internet boa. Um arquivo no computador abre e pronto.

Uma planilha para impressão 3D bem feita já faz bastante coisa. Você pode ter uma aba de pedidos, uma de estoque de filamento e até uma de cálculo de preço. Com fórmulas, ela soma o custo, calcula o lucro e conta quantas peças você fez no mês.

E ela é a ferramenta mais comum entre pequenos negócios em geral. Na pesquisa Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios, divulgada pela Agência Sebrae de Notícias, 30% dos donos disseram controlar as finanças em planilha no computador, 25% em caderno e 20% em aplicativo ou sistema digital. Outros 10% disseram não ter controle nenhum.

Um exemplo do que a planilha resolve bem

Digamos que você queira saber o custo de uma peça. Numa planilha, você monta uma continha assim:

ItemValor
Filamento (48 g a R$ 0,10/g)R$ 4,80
Energia (5 h)R$ 1,20
Desgaste da máquinaR$ 1,00
Custo totalR$ 7,00

Para uma peça, isso é rápido. A planilha soma sozinha e você vê o custo na hora. O problema não é fazer uma vez, é fazer trezentas. E repare que essa conta ainda não tem mão de obra, falhas nem embalagem. O passo a passo com todos os custos está em como precificar impressão 3D.

E o caderno?

Se você ainda anota tudo no caderno, a planilha já é um passo à frente. Ela soma sozinha, não perde página, deixa você procurar um pedido antigo em segundos e não depende da sua letra. Para quem está no caderno, a pergunta “planilha ou sistema” pode esperar: o primeiro passo é sair do papel.

As abas que uma planilha de produção 3D precisa ter

Se você vai começar ou reorganizar a sua planilha, estas cinco abas cobrem o dia a dia de quem vende peça:

  1. Pedidos: uma linha por pedido, com cliente, peça, cor, valor, data prometida e etapa.
  2. Estoque: uma linha por rolo ou frasco, com a sobra de material e o mínimo de cada cor.
  3. Preços: a conta do custo de cada peça, com os seus valores de filamento, energia e hora de trabalho.
  4. Clientes: nome, contato e o que cada um já comprou.
  5. Caixa: tudo o que entra e sai de dinheiro, com a data e o tipo de cada movimento.

Com essas cinco, você responde as perguntas do dia: o que imprimir hoje, se tem material, quanto cobrar e se o mês está fechando no azul.

Quando a planilha para impressão 3D começa a atrapalhar

A planilha não quebra de repente. Ela vai ficando pesada aos poucos, e você quase nem percebe. Alguns sinais de que ela está começando a atrapalhar:

Checklist com 5 sinais de que a planilha está atrapalhando a produção 3D: atualização esquecida, erro de digitação e abas que não conversam
  • Você esquece de atualizar. Vendeu uma peça, gastou filamento, mas não anotou. Aí o estoque na planilha não bate com o da prateleira.
  • Erro de digitação vira erro de conta. Você digita 480 no lugar de 48 gramas e o custo sai dez vezes maior. Ninguém avisa.
  • Uma coisa não conversa com a outra. Você baixa o estoque numa aba, mas o pedido em outra aba não sabe disso. Tem que atualizar nos dois lugares.
  • Fica lenta e confusa. Com 500 linhas e dez abas, achar um pedido antigo vira caça ao tesouro.
  • Só funciona no seu computador. Está na rua, o cliente pergunta do pedido e você não tem a planilha na mão.

O ponto em comum de todos esses problemas é o mesmo: a planilha depende de você lembrar de tudo e digitar tudo certo. Enquanto o movimento é pequeno, dá conta. Quando cresce, o erro humano aparece.

Uma conta que mostra o custo escondido

Digamos que você gaste 20 minutos por dia atualizando planilha: anotar pedido, baixar estoque, calcular preço. Em 30 dias, são 10 horas por mês só cuidando de planilha. Se sua hora de trabalho vale R$ 20, são R$ 200 por mês em tempo. Isso é o custo escondido do “de graça”.

O que um sistema faz que a planilha não faz

Um sistema é um programa feito para essa tarefa. A diferença principal não é ele ser bonito, é ele ligar as coisas umas nas outras e fazer parte do trabalho sozinho. Veja o que muda:

  • Baixa o estoque sozinho. Você marca a peça como impressa e o filamento sai do estoque na hora, sem você digitar.
  • Avisa quando algo está acabando. O sistema te cutuca: “o preto está abaixo do mínimo”. A planilha não te chama.
  • Junta pedido, estoque e preço num lugar só. Você não atualiza em três abas, atualiza uma vez e tudo se ajusta.
  • Você acessa do celular. Está na rua, abre no telefone e vê seus pedidos.
  • Erra menos. Como muita conta é automática, sobra menos espaço para o erro de digitação.

Repare que nada disso é mágica. Tudo isso a planilha até faz, com fórmula e trabalho. A diferença é que no sistema já vem pronto e roda sozinho, sem você lembrar de puxar cada número.

Onde a planilha ainda ganha

Vale ser justo. A planilha ganha na flexibilidade total. Se você tem um jeito muito seu de trabalhar, um cálculo esquisito que só você usa, a planilha faz e o sistema talvez não. Sistema segue um caminho pronto; planilha é uma folha em branco. Para quem gosta de mexer em tudo, isso conta.

Exemplo: um pedido na planilha e no sistema

Veja o caminho de um pedido de 3 vasos de 80 gramas, do começo ao fim, numa planilha com as cinco abas que vimos:

  1. Você anota o pedido na aba de pedidos.
  2. Calcula o preço na aba de preços e copia o valor para o pedido.
  3. Depois de imprimir, desconta os 240 gramas dos vasos na aba de estoque.
  4. Quando o cliente paga, lança a entrada na aba de caixa.

São quatro lugares para o mesmo pedido. Digamos que isso leve uns 5 minutos. Com 40 pedidos no mês, são mais de 3 horas só digitando, sem contar as conferências e as correções.

Num sistema que liga essas partes, você registra o pedido uma vez. Quando marca a impressão, o estoque baixa; quando marca o pagamento, o caixa recebe a entrada. O trabalho não some, mas cada informação é digitada uma vez só.

Planilha ou sistema: comparação lado a lado

Para enxergar as diferenças de uma vez, veja a comparação abaixo. Ela vale para a maioria dos casos, mas cada sistema tem os seus recursos, então confira o que o que você estiver avaliando faz de verdade.

Tabela comparando planilha ou sistema na impressão 3D: custo, começo, flexibilidade, baixa do estoque, avisos e erros de digitação
O que compararPlanilhaSistema
CustoGrátisMensalidade
Para começarNa hora, se você já sabe usarPrecisa cadastrar materiais e produtos
FlexibilidadeTotal, você cria o que quiserSegue o caminho do sistema
Baixa do estoqueManual, aba por abaAutomática ao registrar a impressão
Avisos de estoque e prazoSó com fórmulas que você montaJá vêm prontos
Erro de digitaçãoFácil de passar sem ninguém verMenos espaço para erro
Mais de uma pessoa usandoFácil de bagunçarCada um registra no mesmo lugar

Nenhuma das duas colunas ganha em tudo. A planilha ganha no custo e na liberdade. O sistema ganha no tempo e na segurança dos números. A decisão depende de qual desses lados pesa mais no seu negócio hoje.

Quando vale a pena trocar a planilha por um sistema

Não existe um número mágico, mas dá para sentir a hora. Vale pensar em trocar quando:

  1. Você passa de uns 20 ou 30 pedidos por mês. Abaixo disso, a planilha dá conta tranquila.
  2. Você já perdeu pedido ou errou estoque por causa de anotação. Se o erro já custou dinheiro, o sistema começa a se pagar.
  3. Você gasta mais tempo cuidando de planilha do que gostaria. Se aquele tempo pudesse virar mais peça vendida, a conta muda.
  4. Você tem mais de uma impressora ou trabalha com outra pessoa. Aí várias mãos mexem nos mesmos dados, e a planilha se perde fácil.

Uma forma honesta de decidir: pese o custo do sistema contra o tempo que ele economiza. Se ele te devolve 8 horas por mês e sua hora vale R$ 20, são R$ 160 por mês em tempo. Compare esse valor com a mensalidade: se ela é bem menor, a troca se paga. Se você faz 5 pedidos por mês e o sistema te devolveria meia hora, não compensa, fica na planilha mesmo.

O que avaliar antes de escolher um sistema

Se a conta indicou que vale trocar, não escolha pelo nome nem pela propaganda. Confira se o sistema:

  • Faz o que você precisa hoje: preço, pedidos, estoque e as contas do mês.
  • Abre no celular, para você consultar um pedido fora de casa.
  • Tem um período de teste, para você usar com os seus pedidos reais antes de pagar.
  • Deixa você tirar os seus dados, para não ficar preso se quiser sair.
  • Tem atendimento em português, para tirar dúvidas no começo.

A lista completa, com o que observar em cada recurso, está em qual o melhor sistema para gestão de impressão 3D.

Se for ficar na planilha, deixe ela mais segura

Ficar na planilha é uma escolha válida. Só vale proteger o seu trabalho dos erros mais comuns. Algumas medidas simples:

  • Use listas para os campos repetidos. Cor, material e etapa do pedido escolhidos numa lista, e não digitados, evitam “preto”, “Preto” e “PRETO” como se fossem três cores.
  • Proteja as células com fórmula. Assim um clique errado não apaga a conta do custo.
  • Uma linha por pedido. Nada de células mescladas ou dois pedidos na mesma linha, que atrapalham as somas.
  • Guarde versões. No Google Planilhas, o histórico de versões mostra o que mudou e permite voltar a uma versão anterior. Num arquivo no computador, salve uma cópia por mês.
  • Faça a conferência semanal. Compare o estoque da planilha com a balança e o caixa da planilha com o saldo da conta.

Se a sua planilha tem uma aba de estoque, o post sobre como controlar o estoque de filamento mostra as colunas e as contas que fazem diferença. Para a aba de pedidos, vale ver como organizar as encomendas de impressão 3D, com as etapas de cada pedido.

Como migrar da planilha para um sistema sem perder dados

O medo de todo mundo é perder o histórico na hora de trocar. É um medo justo, mas dá para migrar com calma. O caminho simples é este:

Os 5 passos para migrar da planilha para um sistema sem perder dados: cópia de segurança, cadastro, histórico, uso em paralelo e troca
  1. Faça uma cópia de segurança da planilha. Antes de tudo, salve uma cópia num lugar seguro. Se algo der errado, você volta para ela.
  2. Comece pelo que é fixo. Cadastre primeiro seus filamentos e seus produtos, que quase não mudam. É a base de tudo.
  3. Não jogue o histórico velho todo de uma vez. Deixe os pedidos antigos na planilha como arquivo morto e comece os novos já no sistema. Você não precisa reviver dois anos de pedido.
  4. Rode os dois em paralelo por um tempo. Por uma ou duas semanas, use a planilha e o sistema ao mesmo tempo. Assim você confere se está batendo e ganha confiança.
  5. Solte a planilha aos poucos. Quando o sistema já tiver seus dados e você confiar nele, pare de atualizar a planilha.

Muitos sistemas deixam você importar uma planilha pronta, o que adianta bastante a parte de cadastro. Mesmo que precise digitar na mão, o esforço é de uma vez só, não é para sempre.

Antes de migrar, faça uma limpeza na planilha: apague linhas repetidas, junte as cores escritas de jeitos diferentes e confira os pesos dos rolos na balança. Dado bagunçado na planilha continua bagunçado no sistema.

Um erro comum na migração

O erro mais comum é querer passar tudo de uma vez, no meio de uma semana cheia de pedido. Aí você se atrapalha, o sistema fica pela metade e você volta correndo para a planilha. Migre num período mais calmo e comece pequeno. Um pouco por dia é melhor que tudo numa tarde.

No fim, planilha ou sistema?

A verdade honesta é esta: dá para tocar sua produção 3D só na planilha, e ela é grátis e flexível. O preço é o seu tempo e o risco de errar uma conta ou esquecer de anotar. Se você só precisa conferir o preço de uma peça de vez em quando, a calculadora de preço para impressão 3D do site é grátis e não pede cadastro.

Um sistema como o Meu Sócio 3D faz o trabalho repetido sozinho, baixa o estoque quando você imprime, avisa quando o filamento acaba e junta pedidos, estoque e preço num lugar só, o que economiza tempo e reduz erro. Ele também organiza as entradas e saídas do mês, o mesmo trabalho de controlar as contas do negócio 3D que, na planilha, costuma ficar numa aba à parte.

Não é para todo mundo agora, mas se a planilha começou a atrapalhar, dá para testar por 7 dias grátis, sem cadastrar cartão, e ver se compensa no seu caso.

Perguntas frequentes sobre planilha ou sistema

Planilha é ruim?

Não. Planilha é ótima para começar e para movimento pequeno. Ela só vira problema quando o volume cresce e o erro humano começa a custar dinheiro: um pedido esquecido, um estoque que não bate, uma conta com o número errado. Até lá, uma planilha bem organizada atende muito bem.

Preciso trocar assim que começo a vender?

Não. Se você faz poucos pedidos, a planilha basta. Trocar cedo demais é gastar com algo que você ainda não precisa. Use os primeiros meses para entender o seu jeito de trabalhar, quais números você olha e o que mais toma o seu tempo. Isso ajuda a escolher melhor depois.

E se eu trocar e não gostar?

Por isso você guarda a cópia da planilha e roda os dois em paralelo no começo. Se não gostar, é só voltar. Você não perde nada se manteve o backup (a cópia de segurança). E use o período de teste com pedidos reais, não com dados de exemplo.

Existe planilha pronta para impressão 3D?

Existem modelos prontos na internet, e eles podem adiantar o começo. Antes de usar, confira as fórmulas e veja se o modelo inclui todos os custos de uma peça: filamento, energia, desgaste, mão de obra, falhas e embalagem. Uma planilha pronta com a conta incompleta faz você vender abaixo do custo sem perceber.

Dá para usar planilha e sistema juntos?

Dá. Na migração, os dois andam juntos por algumas semanas. Depois, a planilha pode continuar para uma análise específica que o sistema não faz, enquanto o dia a dia fica no sistema. O cuidado é não registrar a mesma coisa nos dois lugares, para não voltar ao problema de números que não batem.

Anderson Olsen

Criador do Meu Sócio 3D, sistema de gestão para makers e fazendas de impressão 3D. Sobre o autor · Todos os artigos

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